Ela queria se apaixonar porque o amor é assim, é uma questão de querer. Ficava horas isolada ouvindo seus pensamentos, e não precisava muito para convencer seu coração a entrar de encontro com essa querência.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Lençol
Ela queria se apaixonar porque o amor é assim, é uma questão de querer. Ficava horas isolada ouvindo seus pensamentos, e não precisava muito para convencer seu coração a entrar de encontro com essa querência.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Um bom motivo

Já não escrevo tanto assim
Não por falta de palavras
Ou mesmo inspiração
Se não escrevo como antes
É por falta de tempo
Não por falta de paixão.
É que o tempo anda escasso
E o que me sobra eu passo
Sem reservas com meu bem
Se não escrevo poesia
Não é por falta de amor
Nem de alegria
É por culpa de alguém
Que me ocupa os pensamentos
Preenche o coração
Alimenta meu sorriso
Já não tenho mais tempo
Perdoem o meu sumiço
Essa vida de correria
Entendam e relevem
Melhor ainda que escrever
É viver... Viver a poesia.
Thaís Carvalho
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
O copidesque da parceira
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Receita para um relacionamento saudável

Aos dados: o “eu te amo” não deve ser pronunciado mais de 5 vezes por mês, segundo eles, isso pode contribuir para a dependência do outro, causa fundamental dos casos crônicos de ciúmes e esquizofrenia.
O segredo da vida feliz consiste, assim, na burocratização do amor. É leitores, burocracia é chata, mas necessária, uma gestão bem feita pode estabelecer o perfeito controle da situação. Sendo assim, beba essas palavras, caso não queira viver.
domingo, 20 de novembro de 2011
Da camiseta
*Texto de Kaline Rossi
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Perigo à vista
sábado, 29 de outubro de 2011
Sentir Saudade
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Dos Encontros da Vida
Aquele encontro tímido. As palavras eram medidas, mas a troca de olhares não era capaz de conter o verdadeiro desejo que se fazia oculto naquele momento. O tremor tomava conta do corpo dela. Ele era como um corpo fechado, difícil tentar decifrar. O coração da menina batia a cada palavra dita pela boca daquele estranho, afinal era a primeira vez que se viam.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Sobre relacionamentos não vividos
Geralmente eles são completos opostos e , talvez exatamente por isso, não concretizaram-se como possíveis companheiros amorosos.Relacionamentos não vividos são mais complexos que casamentos. Tanto porque causam aquela ansiedade de ter a pessoa perto e vendo uma aparente estabilidade feliz, tanto pela dependência de imaginar como teria sido se fulano tivesse arriscado, ou se ciclano não fosse tão covarde.
Mas a vida não é lá muito injusta, porque se por um lado você sofre por não poder ficar com quem achou amar, por outro em um dia chuvoso e tranquilo, você vai receber uma ligação inesperada , um convite para jantar , de alguém que talvez mereça mais atenção do que ficar remoendo-se em situações bonitas que procrastinou - ou , até mesmo, já viveu .
Acredito que o ser humano é capaz de se adaptar à situações extremas, e se elas ainda não foram superadas é porque você ainda não lavou toda a fossa do peito, amigo! Então tratemos de fazê-lo, antes que todo esse lodo apodreça essa parte tão vital, que nos diferencia de todo o resto.
Não seja um mártir de suas história de amor, seja pura e simplesmente o único protagonista.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Detalhes
Tudo bem, digam que isso foi há 30 anos, mas em seguida assumam, os detalhes continuam grandes demais para esquecer, e continuamos com a velha calça desbotada, procurando o retrato antes de dormir.
Quem nega, provavelmente é fruto do amor líquido, objeto de Bauman e não merece, neste momento, dividir atenção com o homem das rosas brancas. Então em frente, com nosso amor e até os erros do meu português ruim, para dizer dos detalhes envoltos nesse troço chamado sentimento.
No seu ouvido, palavras de amor e na agenda o bilhete discreto com palavras de veludo, no celular a musica da banda famosa, feita sob medida para nossos encontros e promessas pro futuro.
Durante muito, muito tempo em sua vida eu vou viver, fazendo confissões difíceis sem medo da longa estrada do tempo.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
O amor
Vou procurar outra dor
Vou me envolver noutro laço
Vou me perder noutro vício
Vou recolher meus pedaços
Vou retornar ao início
Eu, que ando preso num vácuo
Eu, que não sei nem quem sou
O amor despenteia os cabelos
Deixa o sono intranquilo
É impossível detê-lo
É inútil segui-lo
É o amor quem nos segue
Nos cega
Nos suga
Depois faz que peçamos
Mais
O amor quebra algemas da alma
E enche os copos vazios
Leva o resto da calma
Deixa os olhos no cio
Toda vez que o amor
Te chamar
Te quiser
Bota a casa nas costas
E, asas postas,
Vai
Rodolfo Minari
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
A música e o amor
A música começa dentro
Depois salta como uma expressão
Transformando o corpo em instrumento
A música é uma atitude
Que transborda em sentimentos
Diariamente provado pelo corpo
O AMOR não é tão diferente
Ele começa com uma atitude
Que resulta em sentimentos
O AMOR é sempre grátis
Assim como a música
O AMOR tudo supera
A música nunca acaba
O AMOR é o tempero
A música o delicioso prato
Quem não tem música
Morreu para o AMOR
E quem não tem AMOR
Jamais fará da VIDA
Uma canção para VOCÊ
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Segredo
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
A paixão da mulher “moderna”*
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Sentir...

terça-feira, 9 de agosto de 2011
Dicionário da Mulher – Verbete: O clima
domingo, 24 de julho de 2011
Dicas de um bom papo: Rio Acre
“Nem Deus afunda o Titanic” disseram alguns comandantes, provavelmente sob efeito de muito vinho e/ou espumantes, em 15 de Abril de 1912. Mal imaginavam eles, ao descer profundamente em algum ponto gelado do atlântico, que um século depois seriam homenageados na capital do Acre, em águas federais brasileiras.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Malinculia*

De Antonino Sales
É um suspiro maguado
Qui nace no coração!
É o grito safucado
Duma sôdade iscundida
Qui nos fala do passado
Sem se torná cunhicida!
É aquilo qui se sente
Sem se pudê ispricá!
Qui fala dentro da gente
Mas qui não diz onde istá!
Malinculia é tristeza
Misturada cum paxão,
Vibrando na furtaleza
Das corda do coração!
Malinculia é qui nem
Um caminho bem diserto
Onde não passa ninguém...
Mas nem purisso, bem perto,
Uma voz misteriosa
Relata munto baxinho
Umas históra sôdosa,
Cheias de amô e carinho!
Seu moço, malinculia
É a luz isbranquiçada
Dos ano qui se passou...
É ternura... é aligria...
É uma frô prêfumada
Mudando sempre de cô!
Às vez ela vem na prece
Qui a gente reza sósinho.
Outras vez ela aparece
No canto dum passarinho,
Numa lembrança apagada,
No rumance dum amô,
Numa coisa já passada,
Num sonho qui se afindou!
A tá da malinculia
Não tem casa onde morá...
.........................
Ela véve noite e dia
Os coração a rondá!...
.........................
Não tem corpo, não tem arma,
Não é home nem muié...
.........................
E ninguém lhe bate parma
Pru causo de sê quem é!
.........................
Ela se isconde num bêjo
Qui foi dado ha muntos ano...
Malinculia é desejo,
É cinza de disingano,
Malinculia é amô
Pulo tempo sipurtado,
Malinculia é a dô
Qui o home sofre calado
Quando lhe vem à lembrança
Passages de sua vida...
.........................
Juras de amô... isperança...
Na mucidade colhida!
.........................
É tudo o qui pode havê
Guardado num coração!
.........................
É uma históra qui se lê
Sem forma de ispricação!
.........................
Pruquê inda vai nacê
O home, ou mêrmo a muié,
Capacitado a dizê
.........................
Malinculia o qui é!!!
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Feliz Aniversário Ulisses!
[11:54:36] Giselle Lucena: ei
[11:54:41] Giselle Lucena: queria fazer um post pro ulses
[11:54:47] helder.jr: acho justo
[11:55:25] Giselle Lucena: vou ecsrever algo
[11:55:27] Giselle Lucena: e te mando de tarde
[11:56:54] helder.jr: tá
[11:57:17] Giselle Lucena: mas me ajuda a pensar em algo bem humorado
[11:58:10] helder.jr: acho que devíamos descrevê-lo
[11:58:17] helder.jr: o ulisses é uma figura
[11:58:49] helder.jr: ele é o amigo mais futurista e consevador que tenho
[11:58:54] helder.jr: tem a bunda enorme
[11:59:13] helder.jr: é corintiano, mas nunca pegou nada de ninguém (corintiano tem fama de bandido)
[11:59:38] helder.jr: ele é empreendedor e trabalhador
[11:59:54] helder.jr: e principalmente: gosta de alugar um que nem presta
[11:59:59] Giselle Lucena: ele é o romantico-empreendedor da confraria
[12:00:01] helder.jr: hahah
[12:00:05] helder.jr: isso
[12:00:05] Giselle Lucena: tá bom já
[12:00:08]helder.jr: é quem dá o gás
[12:01:22] Giselle Lucena: esses detalhes sobre o q ele dá, só tu sabe... eu não.
[12:02:30] helder.jr: ui!
[...]
É bom ter você como membro desta Confraria! Parabéns pelo seu dia, por ser quem você é e por estar conosco nesta prosa!
segunda-feira, 11 de julho de 2011
A obra prima
__ Acabou sua obra de arte?
Ele não levantou a cabeça, mas percebi que só então ele tinha se dado conta da minha presença. E respondeu entre dentes um “o que você acha?” bem mal humorado.
__ Quanto mais tempo você leva pra acabar esse livro, mais e mais ele vai acabando com a gente.
Ele suspirou. Fui pra cozinha, me sentindo a pessoa mais sozinha da face da terra. E é surreal se sentir sozinha quando se mora com alguém. Mas eu me sentia.
Vinha assim há meses. Eu entendia, ou tentava entender o máximo que eu podia. Tinha o livro, que era um objetivo pessoal que ele vinha perseguindo há anos, tinha o trabalho no banco, tinha os problemas familiares (o pai dele é uma “maravilha de pessoa”), enfim. E no meio disso tudo tinha eu. Sem família, sem grandes amigos, sem paciência pra pessoas. E tinha a gente, um relacionamento maravilhoso, a melhor conversa que já tive, o melhor sexo que já tive. E entre a gente, esse abismo.
Me perdi nos preparativos de uma sopa (pra um, os farelos de pão pela mesa me indicavam que ele havia comido) e ouvi o celular dele tocar lá do quarto. Conversa rápida, não mais que cinco minutos, e ele passou pela sala apressadamente avisando que estava de saída.
__ Vai onde? Aconteceu alguma coisa?
__ Não, só o Fábio que me ligou. Vou tomar uma cerveja.
__ Ah.
__ “Ah” o quê?
__ Nada. Só “ah”.
Tinha isso. Eu tinha tanta vergonha disso. Juro por Deus. Ele tinha todas as ocupações com o banco, o livro, a família. Ok. Quando se dava uma folga, ele escolhia qualquer pessoa do mundo pra estar. Menos eu. Deus, como isso me envergonhava.
Tomei minha sopa e me joguei na cama. “Chorei, chorei, até ficar com dó de mim”. Não vi quando chegou, só senti o cheiro pesado de álcool. Devia ser bem tarde. Ou já de manhã.
Acordei quase meio-dia e lá estava ele, imerso no processo criativo de acabar com o que eu sentia por ele. Jurei pra mim mesma nunca mais me envolver com artista bancário, de nenhuma área. Ou, se fosse o caso, me envolveria só com os músicos, porque eles pelo menos deixam claro que são cabeludos, safados e vão comer todo mundo e te fazer sofrer miseravelmente. Mas jamais me envolverei novamente com um poeta que finge ter sentimentos. Rolei na cama sem coragem e quando fui me levantar bati a perna nas costas dele sem querer. E instaurou-se o caos.
Ele me acusou de agressão. Disse que eu vinha agindo como adolescente, que não conseguia entender os processos dele, que ele tinha que cuidar da vida e que o arrastar da minha solidão pela casa não ajudava em nada. Que eu tinha que sair e arranjar umas amigas pra falar mal dele. De repente até arranjar um amante, quem sabe assim eu ficaria quieta e daria a ele o espaço que ele precisa. Disse mais uma série de coisas horríveis, que só de pensar me ruborizam a face de tanta vergonha. Eu me levantei sem chorar, sem vacilar, juntei minhas coisas numa bolsa de viagem e no momento em que pus os pés fora do prédio desabei. Chorei no meio da rua, e eu não chorava na frente de ninguém. O porteiro, seu Geraldo, ficou horrorizado. Quis chamar a ambulância, me levou pra dentro do quartinho dele, pediu pra esposa passar um café bem forte pra eu me recompor. E eu chorava copiosamente. Chorei copiosamente, na frente de estranhos, por umas duas horas.
A esposa do seu Geraldo, dona Bete, me deu um café fortíssimo e sentou do meu lado no sofá com uma cara de pena que me deu dó. Era magrinha, pequenininha, o ser humano mais frágil que já vi. Quase não ouvi sua voz quando ela me perguntou o que tinha acontecido. Hesitei, mas acabei contando como eu vi de mãos atadas meu relacionamento afundar. E de algum lugar no fundo daquela mulher frágil saiu um discurso tão duro e realista que senti vergonha. Não pelo que falei, mas por tudo que permiti que acontecesse nesses últimos meses.
Após uns dois dias a vida já tava voltando à normalidade, mas o discurso da dona Bete não saía da minha cabeça. E era justamente nisso que eu pensava quando ele me ligou. Pediu desculpas, disse que agiu feito idiota, que a casa não era a mesma sem mim, falou falou falou e eu chorei chorei chorei copiosa e silenciosamente. Disse a ele que passaria lá em alguns dias, pra quem sabe conversar, ou só pegar o que de mim restou por lá. E o fiz, naquela mesma tarde. Toquei a campainha algumas vezes, ele não atendeu, então entrei. Ele estava dormindo. No escritório, sobre a escrivaninha, o livro. Fui até a última folha e constatei que estava pronto.
Ateei fogo aos papéis. Tive o cuidado de ir até a cozinha, pegar um litro de álcool e derramar no computador, que obviamente também pegou fogo. Certamente ele teria aquele material no e-mail, mas só o fato de saber que aquilo dificultaria de alguma forma o trabalho e traria um prejuízo mínimo, me senti feliz. Me senti leve, como há muito não me sentia. Depois fui até o quarto, bati, abri um pouquinho a porta. Ele acordou com a luz no rosto.
__ Oi, amor.
__ Oi, meu bem. Sua obra de arte tá pegando fogo.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Entre Datas

sábado, 2 de julho de 2011
O primeiro beijo - o último encontro
terça-feira, 21 de junho de 2011
Eis que tudo se fez verbo
Mas sinto lá dentro, nas entranhas do peito,
Aperto sem jeito, me leva pra outro lugar.
Que fazes a voltar nesse caminho sem retorno?
De alegrias melancólicas, de palavra sem lugar.
Ai que dor me dá,
Sentir sem o verbo amar,
Sarar sem remédio ter
E viver sem recordação guardar.
sábado, 18 de junho de 2011
Amor*
Einstein diz que só o amor socorre por dentro e Lord Byron que ele é uma coisa a parte. Balzac diz que ele é a poesia dos sentidos e Jabor completa dizendo que é sexo e prosa também. Carl Jung diz que onde ele impera não há desejo de poder e Gandhi rebate dizendo que o amor é a força mais sutil do mundo. Goethe diz que o amor é uma das grandes asas do espírito, uma grande façanha. Walter Scott diz que o amor é um viajante,Pascal diz que ele é cego e Pessoa que é um sonho.
Nietzsche diz que ele revela a qualidade dos sublimes e Schopenhauer que ele compensa a morte. Já Camilo Castelo Branco diz que é condição de felicidade. Samuel Johnson acha que ele é a sabedoria dos loucos e a loucura dos sábios e só tal loucura permitira Stendhal dizer que o amor é uma bela flor à beira do precipício...
eu o acho infinito...
*Texto da Gabriela Oliveira do blog Minha Antena Parabólica
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Quem tem medo do dia dos namorados?
Eu, do alto da minha felicidade normal de ter alguém pra compartilhar o mel e o suor da vida, prefiro ser nem tanto ao céu nem tanto à terra. Porque, olha só, já fui adolescente. Já amei de maneira doentia e incômoda. Tenho a absoluta certeza que devo ter incomodado alguém com a minha felicidade transbordante e delirante de ter um namorado pra quem dar um presente no famigerado dia 12 de junho.
Também já fui a solteira feliz que pregava aos quatro ventos que era uma maravilha fazer sexo com qualquer ser vivente que eu tivesse desejo, que era uma maravilha não estar obrigada a gastar dinheiro em uma dia criado pelo comércio pra se aproveitar dos apaixonados ridículos e tudo isso aí.
O fato é que o tempo e todas as cicatrizes que acumulei nos últimos 27 anos me ensinaram uma porrada de coisa, que tento aplicar não só no meu relacionamento com a persona grata, mas em todos os relacionamentos que eu tenho. Sabe como? Família, emprego, amigos e tal. O lance mesmo é achar o ponto de equilíbrio e levar a vida como se estivesse vivendo de amor e brisa.
Porque amar é legal, é legal pacaralho. Quando é normal. Quando ninguém se consome, quando o excesso não vira o todo. Quando a gente consegue amar a persona grata mas também ter um trabalho, e ter amigos pra beber nos fins de semana. E quando você menina-moça não fica perturbando a paciência alheia postando fotos e musiquinhas e coisas rosadas sobre você e seu "mozão". Se eu te contar que perfis únicos nas redes sociais pra você e seu "mozão" não são legais, cê vai acreditar? Vai não? Houston, we have a problem. Se você trabalha na mesa ao lado e liga pro seu namorado de dez em dez minutos pra saber o que ele anda fazendo, e usa voz infantil em público, WE HAVE A HUGE PROBLEM. Não quero saber o que seu namorado almoçou. Tampouco preciso saber se estava gostoso.
Por outro lado, não amar pode ser legal, mas assume: tem hora que faz uma falta. E nem vem dizer que é o ápice da liberdade poder transar com todo mundo. Primeiro porque eu tenho certeza que você, solteiro profissional, não transa todos os dias com pessoas diferentes. Tem casal que transa todo dia. E uma transa diferente todo dia. Esse papo de sexo de casal que é chato e tal é meio caído. Que todo casal morre na rotina também é meio caído. Até porque rotina, te garanto, não é esse bicho papão que cêis pensam não. Tem coisa mais deliciosa que conhecer tão bem a persona grata a ponto de poder surpreendê-la num estalar de dedos? Tem não. E esse é o tipo de coisa que a rotina proporciona. Conheço casais que têm tanto medo da rotina que sequer suportam estar a sós. E isso não é legal.
Olha, me perdi. Voltando aos solteiros profissionais: você pode, de fato, ser feliz sem um namorado. Você pode, claro, achar um nojo aqueles casais absurdamente felizes. Eu também acho. Mas você não precisa maldizer o amor e todos os namorados do mundo. Porque tem gente normal, sabe? Gente que mora junto e tenta tirar o bom e eliminar o ruim da rotina. Gente que não mora junto e não se fala todo dia.Tem gente, EU JURO PROCÊ, que não faz idéia do que o namorado almoçou.
E o dia dos namorados taí, é um fato. Eu não costumo dar presentes e nem receber. Italo Rocha me fez um quadro uma vez. Eu escrevi pra ele o texto mais bonito e sincero que já tive capacidade. São lembranças. Pequenos gestos que dizem apenas "oi, lembrei de você, porque amo você". Ninguém precisa de rosas caindo de um helicóptero ou carro de som com música da Celine Dion pra provar que ama. Isso, de fato, é um exercício diário. Mas você não precisa ser coração gelado e fingir que não dá pra fazer uma coisinha bacaninha a dois.
E, uma dica: as operadoras de telefonia sempre têm promoções ótimas essa época do ano. Até se você for solteiro dá pra aproveitar. Então sai do cercadinho se joga nos smartphones em promoção, boba.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Pedras no peito
Em um quarto vazio.
A chuva caindo como que querendo anunciar o presságio de algo ruim. A mal-iluminação, a situação e o aperto no peito.
Mesmo que conseguisse afastar aquele peso, não saberia se era o melhor a se fazer.
Alguns de seus velhos cadernos - há muito tempo evitara escrever, afinal, isso só aumentava seu estado de torpor - achados, espalhados á sua frente, todos preenchidos com escritas mal organizadas, desenhos sem sentido e riscos rústicos.
A velha caneta - e a tinta que parecia nunca acabar - tudo encontrado no mesmo lugar, como se tivesse encontrando a paz que parecia sempre querer fugir de sua vida.
Se você esforçar-se somente um pouco e repousa-se sobre a pequena seus olhos, notaria o seu semblante sombrio. Enxergaria seu quase imperceptível desespero gritante.
Ela queria se livrar de tudo aquilo e nunca conseguiu, não consegue e provavelmente não conseguirá.
Suas mãos, trêmulas, vasculhavam seus cadernos á procura de folhas em branco, e quando as encontrou começou o seu discurso sem hesitação:
Hoje, eu morri novamente
Com o toque das minhas pálpebras
Com o suspiro e a respiração
que somente existem para lágrimas.
As lamúrias constavam mais de mil anos
em meu apodrecido peito.
Eu quis novamente viver
E o custo da escolha foi o meu retorno ás origens...
Aquelas que me separei e mandei embora.
Meu sentir - já tão debilitado - Outra vez ajoelha-se implorando
á mim para sua extinção.
Toco uma última vez na face dessa desordem
e a deixo á mercê de suas próprias displicências.
Adequa-se á outra - maldita - não existe mais apego em mim
E eu continuo debruçando sobre meu caos melancólico.
Sobreviverei.




