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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sentir...


Na soma de todas as letras, concluo desiludida
Cansei das palavras!
Elas que pareciam tão companheiras minhas
No fim das contas
Mentiam nas entrelinhas
Sim,
Palavras mentem, enganam
Dissimulam
Palavras brincam, criam mal-entendidos
Encabulam.
Elas têm o poder de curar,
mas que força possuem para fazer sangrar!
Não as quero pra mim. Antes, decidida, prefiro olhares.
Quão lindos são os olhos em que se vê
Sentimento
Que refletem o que sentem, sem nenhum armamento.
Quero esses olhos!
Quero abraços sinceros, quentes, confiantes...
Quero abraços que não fujam, não enlacem sem apertar
E que não apertem pra sufocar. Mas, se o sufoco for bom
Que mal há?
Quero olhares, abraços!
Atitudes decisivas.
Pois a maior declaração de amor é não declarar.
É demonstrar. São essas provas vivas, são gestos
Que palavra nenhuma pode registrar.
Os sentimentos mais puros e honestos
São o que não são preciso falar, ou definir.
Basta somente uma coisa:
Sentir...



Thaís Carvalho


quarta-feira, 23 de junho de 2010

Escolha













Um poema antigo com um assunto atual...

Ter no peito uma dor que é a cura
Ou uma calma que parece com tormenta
Possuir o sentimento que o poeta mais procura
Ou a paz do desamor, daquele que não tenta.
Basear o dia-a-dia na esperança de um encontro
Que talvez nem aconteça, mas com o qual sempre se sonha
Ou simplesmente viver, sem nenhum confronto
Não ter dor de cabeça, nem ciúme, nem vergonha.

Estar atado a uma pessoa que nem sempre se envolve
Ou desfrutar a liberdade de um peito sem amor
Querer uma emoção que a tudo absolve
Ou preferir o desapego, seja a que preço for
Ficar contente com um simples cruzar de olhares
Ou viver cada dia à espera de aventura
Acreditar que existam realmente almas pares
Ou crer que é em vão toda essa procura.

Sofrer, amar, sentir, querer, atar
Estar alegre por ser mero sonhador
Ou não querer o abrigo de um olhar
Ou não querer o martírio de um amor
Qual será a escolha mais correta
Ter no peito tanto amor cheio de brio
Ou um coração vazio de poeta?
Ou um coração de poeta vazio?


Thaís Carvalho

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Palavras não ditas









Pelas palavras que ainda surgirão

Promessas de amor ou rompantes de razão

Já não se sabe mais o que pronunciar

Cada palavra pensada

É outra deixada no ar

Pelas palavras que ainda não balbuciei

As que esqueci, as que escondi, as que 'inda hei

De um dia quem sabe revelar...

A todas elas... por todas elas...

Espero o tempo correto, exato

Pra falar... ou então...

Calar se for preciso

Num olhar, numa lágrima

Ou, melhor ainda... num sorriso.


Thais Carvalho