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quarta-feira, 30 de março de 2011

A Formiga

Escrevi após ter lido O Pequeno Príncipe



Não é a ingenuidade que nos comove

Somos todos tão ingênuos

Que até nossa malícia

Dá pena, por ser boba

Por almejar espontaneidade

Somos todos tão ingênuos


Que a profundidade não nos alcança

E que a as alturas não nos afligem

Por que não as percebemos ante os olhos

Somos tão pequenos

E em nossas coisas pequeninas

Somos tão cegos

Tão bobos

Tão adultos

Tão sozinhos.


E a formiga que passa, pequena princesa,

Ainda se comove

Por olhar-nos debaixo, mas enxergar-nos de cima.



Thaís Carvalho


sexta-feira, 9 de abril de 2010

Em vão

Não há palavras.
Já as procurei
em cada canto do quarto.
Não há nenhuma
que possa definir o que sinto.
E isso não é novidade.
Elas nunca existiram,
só agora eu percebi.
Sempre foram apenas
ilusões auditivas...
Sonhei ouvi-las de ti.
Mas era sonho
E quando acordei
Procurei, fui atrás...
Não estavam aqui
Não estavas mais
Aqui.
Thais Carvalho