Escrevi após ter lido O Pequeno Príncipe
Não é a ingenuidade que nos comove
Somos todos tão ingênuos
Que até nossa malícia
Dá pena, por ser boba
Por almejar espontaneidade
Somos todos tão ingênuos
Que a profundidade não nos alcança
E que a as alturas não nos afligem
Por que não as percebemos ante os olhos
Somos tão pequenos
E em nossas coisas pequeninas
Somos tão cegos
Tão bobos
Tão adultos
Tão sozinhos.
E a formiga que passa, pequena princesa,
Ainda se comove
Por olhar-nos debaixo, mas enxergar-nos de cima.
