
O amor é um fogo que arde sem se ver. Usamos essa máxima de Camões para justificar a análise de um segmento econômico ainda não estudado: O turismo amoroso. Diversos outros já têm suas denominações catalogadas, com números fixos, previsões de taxas de crescimento, essas coisas bem objetivas que são exibidas nos jornais e aprendemos a gostar.
Reivindicamos que o turismo amoroso seja reconhecido e ocupe o destaque que lhe é devido, afinal, nenhum outro segmento é capaz de fazer com que o turista antecipe férias, atrase a hipoteca da casa, o financiamento do carro, brigue com a família, com o chefe e muito mais, para viajar longos caminhos única e exclusivamente por alguns dias de felicidade.
O turista amoroso não mede distâncias, nem meio de transporte, tampouco se importa com o café-da-manhã servido no hotel barato, para ele não existe alta ou baixa temporada, e todo dia será de praia cheia e cerveja gelada.
Nada de turismo cultural, afinal, o turista amoroso tem seu próprio monumento, sua esfinge egípcia, seu museu com caráter futurista, ele tem seu próprio ritual, seja em Macapá ou em New York.
Ele é a personificação da ganância por proximidade, sem planejamento algum se dispede das deusas webcams sem resolução, dos MSN’s e das tarifas absurdas do interurbano, e vai à busca do “ao vivo e a cores”. Camões nem sonhava com internet ou trem-bala, mas sapecou de lá essa verdade: “o amor é um fogo que arde sem se ver” e arde até mesmo a longas distâncias.
O Governo do Estado do Amapá acaba de divulgar umas rotas e tarifas especiais para apaixonadas acreanas...
ResponderExcluirRealmente, ainda não tinha parado pra pensar! Nem Camões tinha né... ou tinha, vai saber!
ResponderExcluirInfelizmente sinto na pele esse lance do amor arder a longa distância. :S
ResponderExcluirO duro é conseguir convencer nossos chefes que dividir as férias é por uma ótima causa!
O amor é algo que não podemos definir, mas é por amor que chegamos a alguém e dizemos Eu Te Amo!
ResponderExcluirE mesmo não conseguindo tal definição saímos nessa busca intensa, sem medir esforços, nem impor barreiras no que acreditamos, no que queremos e isso nos leva pra qualquer lugar, seja no começo, no fim ou até mesmo no meio do mundo. Estão convidados, sejam bem vindos a Macapá!!!
Ei Helder!!! Nem vi essa tarifa não!!! Ah ta, vc disse acreanas apaixonadas, o que não é o meu caso! kkkkkkkkkk.... A vida é muito cura pra ficar economizando!!! E Ulisses, pq tu não escrevia assim qdo trabalhava na FGB? kkkkkkkkkkk, muito bom, bom mesmo...Bjos
ResponderExcluirAh! ja Tinha os mestres Giselle e Helder, desnecessário... hahaha valeu! ;)
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